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segunda-feira, abril 19, 2010

NÃO ADIANTA O PESSOAL NÃO SE CONSCIENTIZA MESMO, ISSO SÓ ATRAPALHA O CRIADOR QUE FAZ A COISA CERTA, ATÉ QUANDO VAMOS VER ESTE TIPO DE SITUAÇÃO?

Rio Grande (16/04/2010) - A fiscalização do Ibama no Rio Grande apreendeu na manhã do dia 15 de abril, 22 espécimes de aves da fauna silvestre nativa brasileira em um criadouro não autorizado, que funcionava na garagem de uma residência.

A operação atendeu a uma denúncia feita ao Sistema Linha Verde (0800-618080) e apreendeu sabiá laranjeira, cravina, coleiro, canários-da-terra, azulões, bicos-duro e trincas-ferro. Entre as aves havia também espécies protegidas, como cardeais (Anexo II, da Cites) e coleiro-dobrejo (Decreto Estadual RS 41.672/02).

O responsável pelo criadouro, que colaborou com a fiscalização, recebeu um auto de infração no valor de R$ 33.500,00. As aves serão destinadas ao Cetas da Universidade Federal de Pelotas e aquelas consideradas aptas serão libertadas em ambientes naturais apropriados para cada espécie.

Ascom Ibama






domingo, abril 11, 2010





Ai esta o novo e futuro galador do criatório, um presente do amigo Roger, vamos fazer uma parceria para a próxima temporada, só tenho que agradecer, uma pessoa de muito boa índole, passarinheiro de verdade, obrigado amigão, agora com a fêmea que ganhei de presente do Vini, outra passarinheiro nota 10, vamos recomeçar a criação de trinca-ferros na temporada que vem, vamos aguardar breve mais notícias...

terça-feira, abril 06, 2010

VENDO NOSSOS FILHOS SOLTOS PELO MUNDO NOS DÁ UMA ALEGRIA IMENSA NO CORAÇÃO, ESPERO VÊ-LO AINDA MELHOR, SEMPRE VIVENDO ESTAS EMOÇÕES...




sexta-feira, abril 02, 2010

Invenções e seus inventores...


Mais uma idéia genial, passarinheiros de verdade, buscando o bem estar dos nossos queridos pássaros, abaixo estão as fotos do amigo Maurício Reis (Criatório MREIS), com uma idéia muito interessante, a banheira externa, claro que já vimos muitas destas em sites de vendas na linha de pássaros, mas esta em especial foi feita com caixinhas de CD, originalmente esplêndido, isso nos da um leque de idéias de como fazer com que nossos pássaros tenham ainda mais acessórios para sua comodidade e qualidade de vida na gaiola, parabéns amigo.





Montagem de algumas partes da caixinha de CD, e tudo se transforma.




Acoplada na lateral da gaiola, para conforto do pássaro.




Pronto, agora é só alegria, olha como eles ficaram felizes...



AMIGOS QUE TIVEREM IDÉIAS COMO ESTA DO MAURÍCIO, NOS MANDE PARA COLOCARMOS NO BLOG, VAI AJUDAR MUITA GENTE EM BUSCA DE MELHORIAS NAS NOSSAS CRIAÇÕES.

At.,
Carlos Raupp

quinta-feira, abril 01, 2010

QUEM SABE, FALA !!!

GAIOLAS OU VIVEIROS.


O que escolher: gaiolas ou viveiros?

Antes de mais intressa saber que existem vários tipos de gaiolas e nem todas têm o mesmo fim. As gaiolas circulares por exemplo são desaconselhadas para manter aves e certamente nunca deverão ser usadas para a reprodução, porque as aves podem sofrer de vertigens pelo pouco espaço disponível e pela própria forma da gaiola.

Quando optamos por gaiolas devemos estar conscientes da razão porque o fazemos. Algumas espécies aceitam mais facilmente que outras estas condições. Se a razão principal é o espaço então devemos também escolher espécies que se dão bem em gaiolas. Um casal de canários está perfeitamente à vontade numa gaiola viveiro de 50cm ou até menos, mas um casal de tecelões ou estrildídeos muito dificilmente se adaptaria a esta situação.

Uma gaiola é quase sempre indicada para um único casal. Claro que poderemos juntar numa gaiola de 75cm mais que um casal, mas será melhor manter um casal separado, até porque a maioria das espécies pode nidificar em semi-colónias de 3 casais ou mais mas não se adapta bem a apenas 2 casais no mesmo espaço. Por outro lado num viveiro podemos juntar diversas espécies e dar às aves melhores condições de exercício melhorando o seu estado físico. Quem já teve a oportunidade de ter ou ver um viveiro comunitário com algumas dezenas de aves certamente se apercebeu da quantidade de relações e acontecimentos que nunca sucedem numa gaiola.

Quanto a mim a escolha depende principalmente do espaço disponível e das espécies que se pretende ter, mas sempre condicionando uma com a outra, não faz sentido construir um viveiro exterior para criar um casal de canários ou periquitos, mas por outro lado se gostamos de estrildídeos ou insectívoros o melhor será desistir das gaiolas.

Gaiolas vs. Viveiros

Uma gaiola permite menos espaço para exercício, mas dá mais privacidade ao casal de aves. Só com gaiolas podemos fazer um selecção dos casais e ir melhorando a qualidade do nosso efectivo, num viveiro é quase impossível sermos nós a formar os casais e estes podem mesmo mudar várias vezes. Mas usando gaiolas podemos com o mesmo espaço ter muito mais aves porque a territorialidade não é problema, além disso o controle dos casais é mais rigoroso e fácil.

A limpeza das gaiolas é mais fácil, mas tem de ser mais frequente porque num viveiro o espaço disponível acaba por reduzir a carga de resíduos e detritos.

Quando mantidas num viveiro exterior as aves estão sujeitas às condições normais de temperatura, humidade, luz, etc... acabando por ter um ciclo reprodutivo mais normal do que em gaiolas, além disso estão em muito melhor forma e por isso exigem menos cuidados com alguns factores.

Gaiolas

O principal tipo de gaiola que nos intressa é a gaiola de criação ou gaiola viveiro. Alguns criadores optam por comprar gaiolas modulares que podem ser empilhadas formando baterias com capacidade variável, outros constróem as suas gaiolas. Não vale a pena discutir qual o melhor método. As normas básicas para as gaiolas são permitir fácil acesso ao interior, ter uma grade e tabuleiro no fundo para que as aves não pousem nos detritos e poleiros afastados para obrigar ao vôo. As dimensões são variáveis (frente x fundo x altura). Com algumas gaiolas podemos dividir no sentido do comprimento, o que permite separar as crias ou os machos mais agressivos.


Viveiros

Ver as aves num viveiro exterior com plantas e ramos é certamente muito mais bonito, mas nem sempre é o mais eficaz. As dimensões de um viveiro são muito simples, quanto maior melhor pois são geralmente estruturas definitivas e relativamente sólidas. Apenas está limitado pelo espaço disponível e pela disponibilidade económica do criador. De um modo geral pode alojar qualquer espécie mas devemos ter em conta a agressividade de algumas delas e escolher aquelas que facilmente aceitam companhia. As regras de ouro dos viveiros são dispor de um abrigo para a chuva e ventos frios (fechado ou não), uma porta dupla para segurança e estar virado para nascente. O chão deve ser feito de cimento com uma ligeira inclinação para permitir a escoagem das chuvas. A cobertura de cimento impede a passagem de ratos e cobras. Por cima do cimento uma camada de areia ou mesmo terra fará um bom efeito, mas a terra é mais difícil de limpar. Os insectívoros preferem solos de terra onde podem procurar pequenos insectos e sementes que germinem, para os granívoros a areia serve, até porque os auxilia na digestão.

A colocação de poleiros é simples se usarmos ramos de árvore ou até mesmo árvores verdadeiras, o que seria ideal. Atenção que apanhar uma ave no seu ambiente é uma tarefa complicada e num viveiro demasiado grande pode dar muito trabalho, para mais se plantado!! A altura não necessita de ser mais de 2 ou 3 metros e caso se aumentem as dimensões devemos construir o abrigo de modo a que possa ser fechado com as aves lá dentro para as apanhar.

Um viveiro torna necessário uma vigilância quase constante do que se passa no seu interior e quanto mais diversificadas forem as espécies pior. Geralmente estas aves dão-se bem em grupos e não surgem grandes problemas, mas devemos sempre ter cuidado ao juntar novos elementos ao grupo pois as posições e escala hierárquica, ainda que nos passe despercebida são muito complexas e levam tempo a definir. É sempre preferível tentar introduzir todas as aves ao mesmo tempo do que introduzir pouco a pouco novas espécies. A confusão inicial pode ser mais intensa, mas na verdade quando se acaba por establecer a escala social dentro do viveiro (o que demora umas duas a três semanas) tudo se equilibra.

Viveiros de preparação

Mesmo usando gaiolas é sempre bom dispor de um viveiro, mesmo interior, onde se podem colocar crias ou preparar aves para a reprodução.

Uma ave em boa forma física tem um melhor desempenho reprodutivo, pelo que só beneficia se passar a época de repouso num viveiro espaçoso. O mesmo acontece com as crias que se desenvolvem melhor quando são separadas para um viveiro grande.

Para complementar as gaiolas podemos construir um viveiro com as dimensões aproximadas de 1-2m de comprimento por 1m de fundo e 2m de altura, que já será suficiente. Claro que algo maior seria preferível, mas julgo não valer a pena investir muito dinheiro numa estrutura que apenas tem um uso temporário e estas dimensões são decididamente melhores do que manter as crias em gaiolas normais.

Aqui ficarão as aves quando é terminada a época reprodutiva para recuperarem a boa forma física. Além disso por estarem todas juntas dá-se uma competição por parceiros sexuais o que melhora a vontade de criar quando chega a época seguinte. Sò com espécies que possam criar todo o ano devemos alojar machos e fêmeas em separado porque um casal que comeca a criar no meio destes viveiros pode criar alguns problemas. Com espécies sazonais esta situação não se coloca.

Para as crias também é vantajoso porque podem ficar aqui até serem vendidas ou trocadas, aquelas que escolhemos como reprodutores ficam para o ano seguinte. Assim que sairem todas as crias juntamos os reprodutores neste viveiro para passarem o Inverno. O método que eu mais gosto é um pouco diferente mas só no fim desta época poderei comparar os resultados. Neste caso vou fazer o inverso e deixar as crias dentro deste viveiro interior enquanto os reprodutores são colocados num viveiro exterior para a muda onde as condições são muito mais naturais.

Isto acaba por ajudar ao combate de doenças funcionando como vazio sanitário das gaiolas de reprodução pois se não existem lá aves os microrganismos não podem sobreviver e a desinfecção torna-se mais eficaz. No caso do viveiro estará limpo até às primeiras crias o que geralmente significa 1-2 meses desde a saída dos reprodutores.


Fonte: http://avilandia.planetacli.pt/Portugues/Gaiolas.htm