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terça-feira, junho 29, 2010

Revista - Passarinheiros & Cia.


ACHEI INTERESSANTE !




Caro amigo Passarinheiro

Confira seu nome nesta lista e entre em contato conosco no telefone 11 – 2796-65.13

A revista Passarinheiros & Cia está completando 10 anos de Aniversário na edição de Número 60. Por isso quem ganha é você

Assinante N# Nome: Cidade

145304 ALAN CARLOS DE ASSIS ESTORIL - BH

144396 EDESIO DE JESUS PEROZZ PAULINIA – SP

145284 LUIS FELIPE DA SILVA SIMÕES VALENCIA – RJ

139774 FERNANDO VASCONCELOS VIEIRA ITUIUTABA - MG

51989 RONALDO STUMTF CAXIAS DO SUL – RS

66810 WELLINGTON DA SILVA COELHO ITABUNA – BA

145992 JOEL MACHADO DE ARAUJO FILHO CAMPO GRANDE – RJ

50244 ROBERTO LUIZ NICILINI VARGAS CAXIAS DO SUL - RS

42638 MARCIO ANTONIO RIBEIRO CURITIBANOS - SC

35343 PAULO DE OLIVEIRA OSASCO - SP

53609 SERGIO CLIVE PEREIRA MOREIRA PINDAMONHANGABA – SP

Todos os brindes são fornecidos pelos nossos patrocinadores e parceiros.

Após 30 dias o brinde que não for retirado será repassado para um novo sorteio. Se você conhece um desses nomes, avise seu amigo e peça para ele entrar em contato conosco para que possamos encaminhar via correio. (mas é obrigatório entrar em contato conosco antes do envio do mesmo)

Objetivo de nossa campanha 10

Promover ações de marketing de forma direta e bem agressiva com maior atuação em nosso site. Com a finalidade de incentivar e aumentar o interesse do nosso público alvo em nossa campanha, com a divulgação pessoal em clubes e torneios, atingindo pessoas chaves para a formalização de opinião (um tiro certo no alvo certo e na hora certa).

Foco

Fornecer brindes aos nossos assinantes ativos e recuperar os passivos através do nosso site e também será inserido uma carta do vencedor dentro da revista do sorteado e o nome do Sorteado irá para o site para que todos vejam e soltaremos uma newsletter para todos cadastrados. Com seu apoio poderemos alem de divulgar a sua marca e o seu produto levaremos seu nome junto com a P&Cia. Nossa expectativa é de 15 mil acessos por nome divulgado em nossa newsletter no final de semana após o sorteio.

Público

Nossos Assinantes ativos e Clubes e Federações cadastradas.

Envio dos Brindes

Os brindes serão enviados diretamente pelos anunciantes para os assinantes sorteados ou encaminhados para a Passarinheiros & Cia em nosso escritório conforme o combinar.

Caio Lysias Spina

Revista Passarinheiros & Cia



Fonte: http://passarinheirosecia.siteinteligente.net.br/si/site/0026

segunda-feira, junho 21, 2010

Meu Tico-tico

Tiko - 12/12/2008 - M
Zonotrichia capensis / Tico - tico



Grupo passarinheiro do sul.

Info do Grupo

Categoria Animais
Descrição
Grupo destinado para discutir e unir a classe passarinheira do sul do país.
URL http://groups.im/gid-1553671 Copiar
IM Chat Windows Live Messenger (MSN): group1233221@groupsim.com Copiar
Yahoo Messenger (YM): Não activado (Solicitar a ativar!)
Google Talk (Gtalk): Não activado (Solicitar a ativar!)
Que conta deve adicionar?
Web Chat
Junte-se e bate-papo!

Regras do Grupo

Abusos referente a atual legislação acarretará exclusão do grupo, assuntos relacionado a pássaros mateiros, venda de silvestres e similares contravenções serão relatadas aos orgãos competentes, grato...


sexta-feira, junho 18, 2010

Curiosidades da Copa...

Você sabia que nem sempre o Brasil foi a seleção canarinho?


A camisa verde-amarela, símbolo do futebol-arte no mundo, nem sempre foi o primeiro uniforme do Brasil. Até 1950, quando a Copa do Mundo disputada em nossas terras, a seleção jogava com camisas brancas e golas azuis. Depois da derrota para o Uruguai, no Maracanã lotado, por 2 a 1, os dirigentes resolveram mudar nosso uniforme. Foi feito um concurso nacional em 1953. A exigência era que a nova vestimenta tivesse as quatro cores da bandeira nacional. O vencedor foi um jovem gaúcho de 19 anos, Aldyr Garcia Schlee, que criou o uniforme verde-amarelo. As camisas fizeram sua estréia em 1954, na Copa do Mundo da Suíça. E, durante esta competição, nasceu o apelido "Seleção Canarinho", obra do radialista brasileiro Geraldo José de Almeida.





sábado, junho 12, 2010

Cuidados com a chegada do inverno.

Com a chegada do inverno, as aves de cativeiro são as que mais sofrem nessa época do ano, devido ao descuido de seus proprietários. Vou mostrar como manter o mínimo de cuidado para que seus pássaros passem essa época tão fria com saúde.

Como cuidar dos pássaros no inverno?

Primeiramente devemos manter qualquer tipo de pássaro fora de correntes de vento frio ou expô-los a mudanças climáticas, para que não venham a contrair doenças como: pneumonia e corizas, vindo assim a adoecer. Mesmo no frio as aves devem tomar sol, o sol é uma fonte fundamental para que as aves possam ter um desenvolvimento saudável do esqueleto. Os pássaros podem sintetizar a vitamina D3 da luz solar através da pele.

Curiosidade sobre a absorção da luz do sol:

Como a pele das aves está coberta com penas, elas não podem utilizar a própria pele para absorver a luz solar. Na maioria das aves, a glândula uropigeal recolhe a pré-D3 do sangue, e acumulando-a nos óleos glandular. Estes são depois expostos á radiação UVB quando a ave se limpa e cuida da plumagem. Mais tarde a ave ingere materiais expostos aos UV quando volta a se limpar e a cuidar da sua plumagem, e o óleo entra no organismo como pré-vitamina D. O fígado e os rins transformam esta em vitamina D3.

Vitaminas: É necessário oferecer também vitaminas que possivelmente não estão sendo absorvidas por outros meios, então é indicado que se forneça fontes de vitamina: A, D3, E, B1, B2, B6, B12, Cálcio, Ferro e aminoácidos. para que a ave garanta os níveis de vitaminas no organismo ajudando a se manter mais forte e saudável.
Banhos:

Mesmo no inverno os pássaros devem tomar banho, ofereça a banheira com água 2 vezes por semana no mínimo, removendo a banheira após o banho, nunca deixe a banheira por muito tempo dentro da gaiola, pois os pássaros podem beber água contaminada por suas próprias fazes e sujeiras em geral, vindo assim a contrair vermes e bactérias nocivas a saúde

fonte: texto retirado do site Clube do Criador

quinta-feira, junho 10, 2010

Trinca ferro cinza - Saltator coerulescens



Nome Científico
Saltator coerulescens
Vieillot, 1817
Nome em Inglês
Grayish Saltator

O trinca cinza é um Passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como Trinca-ferro-cinza, Trinca-ferro-da-amazônia e Sabiá Gongá.

Mede cerca de 20 cm de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Juvenil de costas e peito esverdeados e bico com manchas cinzentas. O casal pode cantar sincronizadamente.


Alimentação

Onívoro. Alimenta-se principalmente de frutos.



Reprodução

Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Faz ninho tipo taça, de gravetos e gramíneas. Põe de 2 a 3 ovos azul-claros com finas estrias pretas, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias.



Hábitos

É comum em áreas arbustivas e florestas secas, pastagens abandonadas, campos com arbustos e árvores isoladas, jardins em cidades, clareiras, margens de rios e pântanos em áreas mais úmidas. Vive aos pares ou em pequenos grupos baru-lhentos e fáceis de observar.



Distribuição Geográfica

Presente em grande parte do Brasil, incluindo toda a Amazônia, estendendo-se para leste até a Bahia e em direção sul até Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Encontrado também do México à Costa Rica e em quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile.

Fonte: http://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1birds/p486.htm


Meu Bicudo...

Negresco - 10/10/2006 - M
Oryzoborus maximiliani maximiliani / Bicudo verdadeiro



ATÉ QUANDO AINDA?

Vitória (09/06/2010) Equipamentos, anilhas e material para fabricação e adulteração de anilhas foram apreendidos na tarde dessa terça feira (08) em uma loja de revenda de rações e produtos agropecuários no município de Cachoeiro de Itapemirim/ES. O crime é de falsificação de selo ou sinal público, conduta prevista no Código Penal Brasileiro. A multa foi aplicada na manhã desta quarta feira (09)e todas as informações obtidas serão encaminhadas à autoridade policial visando abertura de processo criminal contra o autuado .
O chefe do Escritório relatou que este é o início de uma ação maior, pois acredita que o desenrolar das investigações resultará na identificação de compradores e, consequentemente, em pessoas que estão mantendo pássaros com anilhas adulteradas ou falsificadas.
O que é anilha
Anilha é um anel de identificação do pássaro silvestre regularizado, ou seja, um anel de alumínio que varia de tamanho e espessura de acordo com a espécie do pássaro e que possui uma sequência única de números devidamente identificada no sistema do Ibama.
A anilha só passa na perna do pássaro quando o mesmo é filhote e tem poucos dias de vida. Após esse período, a anilha não sai mais da perna da ave. Esse artefato também não passa pelo pé do animal quando este está na fase adulta.
A cada dez animais retirados de forma indevida da natureza, nove morrem. Manter animais silvestres em cativeiro, sem a devida autorização do Ibama, é crime ambiental e está sujeito a multa e a processo administrativo e criminal.

Luciana Carvalho
Ascom/Ibama/ES




Fonte: http://www.ibama.gov.br/2010/06/ibama-apreende-artefatos-de-fabricacao-e-anilhas-adulteradas/

quarta-feira, junho 09, 2010

Criação de Trinca Ferro

Dicas interessantes por Claudiney Daniel dos Reis.


ALIMENTAÇÃO:

O Trinca-ferro (Saltator similis) tem sua alimentação muito diversificada. Alimenta-se de uma grande variedade de sementes (alpiste, painços, girassol, aveia, cártamo, lentilha, sorgo, cânhamo...), rações peletizadas, frutas e legumes. Para quem está querendo criar em larga escala, esta diversificação acaba complicando muito o manejo e dificultando as condições de higiene, podendo levar as aves a quadros de diarréias e intoxicações diversas. Outro problema é que a ave adquire preferência por certos alimentos, como sementes maiores e mais oleosas, e isso faz com que sua dieta fique desbalanceada, levando a quadros de obesidade e subnutrição.

O ideal seria que o pássaro recebesse uma dieta única, onde ele possa ter todos os nutrientes que necessita (proteínas, açúcares, gorduras, vitaminas e sais minerais). As rações extrusadas facilitarão muito este trabalho e com certeza teremos melhores resultados.

Vou relatar minha experiência onde uso uma ração peletizada, como base da dieta, uma farinhada de boa qualidade, grite mineral e suplementação de aminoácidos, vitaminas e minerais.

Uso tanto na ração peletizada quando na farinhada, 1% do suplemento.

Alimento Vivo: É necessário fornecer larvas de tenébrio, como fonte de proteína animal para os filhotes. Nos primeiros dias de vida dos filhotes as fêmeas procuram basicamente por alimentos vivos. Um provável substituto será a farinha de minhoca, sendo adicionada na farinhada numa proporção de 2-3 %.

Água: A água de beber deve ser filtrada e os bebedouros bem limpos.
Os trincas têm o hábito de levar alimento para o bebedouro, criando assim um ambiente propício para surgimento de bactérias e de fungos. Por isso o bebedouro deve ser bem lavado.

FASES DA CRIAÇÃO

Considerando que temos três fases na criação, reprodução, muda e manutenção, fornecemos estes alimentos da seguinte forma:

FÊMEAS

Reprodução – Fase de maior exigência, onde além das necessidades de manutenção a ave tem que produzir ovos e tratar dos filhotes.
Nesta fase é fornecida a ração peletizada e a farinhada seca, quando ainda não se tem filhotes, e umedecida, para trato dos filhotes.

Muda – É uma fase também de muita exigência e estresse.
Nesta fase é fornecida a ração peletizada e a farinhada seca, diminuindo a quantidade de farinhada à medida que a muda vá terminando.

Manutenção – É a fase de menor exigência, onde devemos preparar a ave para reprodução. Nesta fase a ave teve estar com uma plumagem completa, e uma condição corporal que possibilite passar pela fase de reprodução com uma boa produtividade sem prejudicar sua saúde.

Nesta fase é fornecida basicamente a ração peletizada. Com a aproximação do período reprodutivo, inicia-se com a farinhada em pouca quantidade e vai-se aumentando. Este aumento de alimento auxilia na preparação das aves para a reprodução.

Em todas as fases é fornecido o grite mineral à vontade.

MACHOS

Podemos seguir o mesmo esquema das fêmeas, fornecendo uma quantidade menor de farinhada do período de reprodução.

ESCORE CORPORAL

Para facilitar uma análise da condição corporal dos nossos pássaros, pensei numa forma de avaliação. Desta forma poderemos dizer com maior facilidade se o pássaro está gordo, magro, obeso ou em caquexia.

Escore um: Pássaro muito magro, peito em facão, musculatura atrofiada (caquexia).
Escore dois: Pássaro magro, peito com perda de massa muscular.
Escore três: Passaro com a musculatura cobrindo toda a quilha do peito, podendo apresentar pequena camada de gordura abdominal.
Escore quatro: Pássaro apresenta grande quantidade de gordura abdominal.
Escore cinco: Pássaro com grande quantidade de gordura no abdômen e no peito (peito-de-bombo).

O ideal é que o pássaro entre em reprodução com o escore corporal entre três e quatro.


GAIOLAS PARA CRIAÇÃO

O tamanho ideal para as gaiolas de criação é de 80 cm de comprimento, 40cm de altura e 30cm de profundidade para as gaiolas das fêmeas e 40x40x30 para os machos. As gaiolas devem ter uma grade móvel no fundo a uma altura maior que 3 cm da bandeja. Com esta grade evita-se que as fêmeas puxem o papel do fundo e diminui o contado direto com as fezes.

POLEIROS

Não podem ser lisos, de preferência frisados, com diâmetros variados.


NINHO

O ninho pode ser confeccionado em bucha ou sisal, com diâmetro de 10,5 cm e 6 cm de profundidade.

É importante fornecer raízes, sisal cortado em pedaços de até 8cm ou fibras de folha de coqueiro, para que a fêmea confeccione o ninho.

A maioria das fêmeas roda o ninho, mas deixa nele pouco material.

Algumas chegam a encher o ninho criando um espaço com o diâmetro bem menor.

SALA DE CRIAÇÃO

Deve ser bem clara e arejada. Deve-se evitar cantos retos como soleiras de janelas, para que não haja acúmulo de poeira, penas, restos de alimento etc.

O Piso deve ser de fácil limpeza e as paredes de cor clara.

HIGIENE

A melhor forma para se proceder na limpeza de qualquer utensílio, é seguir esta seqüência:

Primeiro temos que retirar as partículas maiores com jato de água. Isso facilita a ação dos detergentes e desinfetantes nas superfícies.

Em seguida podemos deixar de molho numa solução com detergente por 20-30 minutos e depois com uma escova ou uma bucha esfregar toda a superfície.

Enxaguar bem e depois fazer a desinfecção, que pode ser com uma solução de hipoclorito (cloro), quaternários de amônia etc.

Existem no mercado detergentes clorados, que eliminam a necessidade da desinfecção.

Þ Gaiolas – As gaiolas devem ser limpas todos os dias, retirando o papel da bandeja, lavando a grade com água e detergente e desinfetando-a com uma solução colorada a 300- 400 ppm (25 ml de cloro a 12% em 10 litros de água). É claro de outros desinfetantes podem ser usados.

O uso do calor para desinfecção das gaiolas é importante e deve ser feito pelo menos uma vez ao ano. Pode ser usado uma vassoura de fogo ou estufas.

Þ Poleiros – O uso da grade no fundo da gaiola, diminui muito as sujidades nos poleiros. O criador deve observar bem a posição dos poleiros para que ao defecar o pássaro não suje o poleiro que estiver abaixo.

Os poleiros devem ser mantidos sempre limpos.

Þ Bebedouros – Devem ser bem lavados, escovados e desinfetados todos os dias, pois os trincas têm o hábito de umedecer o alimento, criando na água do bebedor um ambiente propício para bactérias e fungos.

Þ Comedouros – Devem ser limpos pelo menos uma vez por semana, mas o criador deve ficar atento, pois assim como nos bebedouros, o alimento umedecido incrustado cria um ambiente favorável principalmente para os fungos.

Þ Sala de criação – Não deixar acumular penas e restos de alimentos no chão. O uso de bandejas móveis sob as prateleiras diminui a necessidade de varrer o local todo o dia, estressando menos os pássaros.


MÉTODOS DE CRIAÇÃO

O criador pode optar por duas formas de criação: MONOGAMIA ou POLIGAMIA, que dependerá da finalidade da criação.

A monogamia é o sistema onde há formação do casal, onde os dois ficam responsáveis por alimentar os filhotes.

Vantagem:
Þ Menor trabalho com manejo reprotudivo;
Þ Maior facilidade na alimentação dos filhotes.

Desvantagens:
Þ Gaiolas ou viveiros maiores;
Þ Necessidade de espaço maior para criação;
Þ Riscos de agressões aos filhotes;
Þ Melhoramento genético lento;
Þ Menor produtibilidade.


A poligamia é o sistema onde um macho é utilizado para cobertura de mais de uma fêmea, podendo chegar facilmente numa relação de 1:5.

Vantagens:
Þ Gaiolas menores;
Þ Verticalização da produção;
Þ Espaço menor para criação;
Þ Maior produtibilidade;
Þ Melhores condições de seleção genética;
Þ Menor riscos de agressões aos filhotes.

Desvantagens:
Þ Maior tempo dispensado para o manejo reprodutivo;
Þ Ajuda na alimentação dos filhotes.


MANEJO REPRODUTIVO NA POLIGAMIA


Nestas condições a fêmea é a dona do território, exerce dominância, chegando muitas vezes a demonstrar agressividade na presença do macho. O macho demonstra respeito pela fêmea, às vezes medo.

Para facilitar o cruzamento, precisamos de fêmeas dominantes sem agressividade e machos que respeitem as fêmeas, mas que não tenham medo.

Fêmeas muito agressivas ou macho com medo, representam maiores dificuldades para o cruzamento.

É comum as fêmeas de trinca pedirem gala mesmo não estado prontas. Este comportamento é chamado pelos criadores de “gala falsa”. Normalmente estas fêmeas são boas criadeiras e é um sinal que estão bem adaptadas ao cativeiro.

A “gala falsa” é uma dificuldade a mais na hora de fazer os cruzamento. Brigas são comuns e muitas vezes acabamos perdendo um bom reprodutor, por este ficar com medo da fêmea ou agressivo, não fazendo mais a cobertura.

Na tentativa de diminuir estes acidentes, passo a informar alguns cuidados e observações que o criador deve ter:

Somente tente fazer o macho galar a fêmea, se esta estiver confeccionando o ninho. Se ela pedir gala, mas estiver acompanhado os movimentos do macho, não é a hora.

A fêmea, quando pronta, fica estática, parece estar em transe. Portanto, se estiver movimentando a cabeça ou o corpo, ainda não é a hora.

Normalmente quando ela esta pronta, ela pede gala e junta as penas da cauda para facilitar a cobertura.

Use a grade divisória na gaiola da fêmea. Se o macho entrar na gaiola e ela continuar parada, é sinal que esta pronta. Então volte o macho para a gaiola dele, espere de 20-30 minutos e deixe-o entrar na gaiola, agora sem a divisória.
Se a fêmea pedir gala de costas para o macho, provavelmente ela vai deixar ele galar.

Estas são observações que podem ajudar, mas com o tempo o criador passa a conhecer melhor as fêmeas, e saberá detalhes do comportamento de cada uma, tendo assim melhores resultados.

As fêmeas podem continuar aceitando o macho por até 3 dias. A postura ocorre, normalmente, 2 dias após ela não aceitar mais cobertura.

Se o macho estiver com uma boa fertilidade, uma cobertura é suficiente para fertilizar todos os ovos. No início da temporada é importante deixar o macho fazer mais coberturas até termos maiores garantias da fertilidade. Depois é melhor diminuir as coberturas, assim poderemos cobrir mais fêmeas com um mesmo macho.

INCUBACÃO DOS OVOS

Os ovos serão incubados por 13 dias.

A ovoscopia, para se ter maior segurança, deve ser feita com 5 dias, mas a partir de 3 dias já é possível observar o embrião.


NASCIMENTO DOS FILHOTES

Nos primeiros dias de vida dos filhotes, a fêmea procura basicamente por alimento vivo. É importante fornecer também uma farinhada umedecida de boa qualidade, com níveis de proteína acima de 20%.

É preciso regular a quantidade de larvas de tenébrio, pois o seu excesso pode causar compactação nos filhotes.

O criador pode tentar não fornecer alimento vivo, para isso recomendo adição de 2-3 % de farinha de minhoca na farinhada.


SEPARAÇÃO DOS FILHOTES

Os filhotes devem ser separados entre 35-40 dias.

É uma fase crítica para os filhotes. O estresse da separação pode predispor o filhote a doenças, devido uma baixa nas defesas do seu organismo. Portanto devemos fazer o possível para evitar transtornos nesta fase.

Þ Não junte filhotes de mais de uma ninhada numa mesma gaiola. Caso não seja possível, pelo menos não deixe filhotes mais velhos com os mais novos. Os mais valentes podem bater nos mais novos, prejudicando o seu desenvolvimento e causando estresse.
Þ Fornecer um soro hidratante e ou um complexo vitamínico nesta fase é muito importante, pelo menos uns 7-10 dias.
Þ Mantenha os cuidados com a higiene. Os filhotes experimentam de tudo, inclusive as fezes. Uma gaiola com a grade alta no fundo, é indispensável.
Þ Uma grande preocupação nesta fase é com a coccidiose. Se possível, monitore com exames de fezes o número de oocistos.
Þ Sempre que observar algum filhote com problemas, separe-o para que possa ser melhor tratado.
Þ O principal é não deixar os filhotes adoecerem, pois a recuperação, dependendo do caso, é bem difícil.

* * *
(Claudiney Daniel dos Reis é Médico Veterinário, Diretor de Criação de Trinca-ferro da COBRAP e criador de Trinca-ferro em Belo Horizonte.)

Escrito por Claudiney Daniel dos Reis, em 21/9/2003.

Fonte: http://www.cobrap.org.br/site

A Verdade sobre Pivite em Trinca-ferro!

Prezados leitores a amigos! Conforme prometido hoje o tema abordado será pivite ou pivide. A maioria dos Trincas Ferro que atendo na clínica possuem pivite o que com certeza é uma noticia trágica. Sei que magoarei a opinião de muitos colegas e profissionais do ramo com a minha revelação, mas pivite nada mais é do que um espessamento da ponta da língua do pássaro (trinca ferro, sabia, melro, etc) em decorrência de uma alimentação inapropriada por um período de tempo.
Aí vem a pergunta: então não é um verme ou deficiência de vitamina A?! Diferentemente do que vocês observam em suas pesquisas pela Internet, infelizmente essa patologia em nada tem haver com verminose. Já aprendemos aqui que singamose é a doença causada por nematóide chamado Syngamus trachea e que não parasita a língua da ave. E a deficiência de vitamina A se manifesta de outra forma criando pseudomembranas na orofaringe da ave, dentre outros sintomas como um pinga pinga de penas ou ainda um bico defeituoso. Já perceberam que curió e bicudo raramente possuem pivite?! A deficiência de vitamina A deveria ser para todos né?! E a alimentação é muito mais pobre em nutrientes. Bicudo e curió na natureza comem sementes, a conformação do bico deles foi feita para isso, diferente de Trinca Ferro ou Sabia, por exemplo.
E por que minha ave tem pivite?! Você deve rever os conceitos alimentares dela. Vocês sabem o que um Trinca Ferro come na natureza?! Ele come insetos, frutas e folhas em sua grande maioria. Aí queremos colocar uma mistura de sementes, rações industrializadas e tal e onde entra as frutas, verduras e legumes?! Também não estou dizendo que ração ou mistura de sementes é ruim apenas devemos buscar um equilíbrio sensato e buscar nos aproximarmos o mais próximo da realidade encontrada no habitat de cada espécie. Isso não é só para evitar a formação de pivite, mas o surgimento da maioria dos problemas em cativeiro como hepatopatias, calosidades.. mas isso é uma outra longa história.
E como saber se meu pássaro possui pivite?! Alguns sintomas são bem característicos. Passar a língua no bico a todo o momento, estalar o bico, bater o bico no poleiro e o principal colocar comida na água para que fique macia, principalmente ração comercial. Se sua ave faz um ou mais desses sinais provavelmente ela está com pivite. Mas não confundam pivite com sinusite e muda de bico, ok. Na sinusite a ave normalmente espirra e tem secreção nasal.
Vejo de tudo nos Fóruns de pássaros na Internet; a ultima foi o uso de nistatina (antifúngico) para acabar com a pivite. O uso de nistatina que é um antifúngico de contato, ou seja, não é absorvido pelo organismo jamais deve ser feito na água de beber e só vai deixar sua ave propensa a ter infecção bacteriana e em nada vai resolver a pivite. Essa da nistatina foi ótima mesmo.. A única opção é a remoção cirúrgica da pivite, mas também não é para arrancar a língua do animal; já vi muitos pássaros sem parte da língua e é horrível de se ver. A remoção é feita com uma pinça e tesoura; é bem simples e fácil e só exige um pouco de treinamento. Na duvida procure o seu médico veterinário especializado de confiança, ok.
E como não poderia faltar deixo uma reflexão de Sócrates: ´´ Só é útil o conhecimento que nos torna melhores´´. Um grande abraço e até a próxima!

Foto 01: Ave com pivite.

Foto 02: Ave após remoção da pivite.


Foto do antes e depois da remoção da pivite. Observe na foto 01 o espessamento na ponta da língua (neste caso mais escuro) e a foto 02 a ave já sem pivite.

Foto 03: Divulgação Trinca-ferro sendo atendido.


______________________________________________
Dr. Felipe Victório de Castro Bath
Médico Veterinário CRMV-RJ 8772
Especialista em Biologia, Manejo e Medicina da Conservação dos Animais Selvagens
Mestre em Microbiologia Veterinária pela UFRRJ

Tel.: (21)81014122/ (21)78795270 / ID.:10*96860
(21)32341775 / (21)22786652
felipebath@hotmail.com / www.niaas.com.br


Fonte: http://trincaferroverdadeiro.blogspot.com/

terça-feira, junho 08, 2010

Tico-tico Verdadeiro




Nome Comum: Tico-tico Verdadeiro
Nome Científico: Zonotrichia Capensis
Distribuição: Ocorre em todo o Brasil menos na floresta amazônica.
Habitat: Campos, campos de cultura perto de habitações, cidades.
Fêmeas e jovens: Macho e fêmea são muito parecidos, mas o canto do macho é mais alto e mais prolongado; além disso, quando um casal está junto, geralmente só o macho levanta o topete. O jovem não tem as marcações bem definidas na cabeça.
Tipo de ninho: Em formade taça. Aceitam perfeitamente ninhos de corda de 10 cm de diâmetro.
Postura: 3 a 5 ovos.
Incubação: 13 dias.
Comportamento e reprodução: Canto bastante conhecido e melodioso. O canto noturno é diferente e mais curto. Em gaiola costumam abandonar os ovos ou filhotes, que precisariam ser passados para a ama-seca. Na natureza são freqüentemente parasitados pelo Chupim (Molothurus bonariensis).
Tamanho: 14 cm.
Anel: 3,0 mm.